Candidato do PL à Presidência da República, no segundo turno de 25 de outubro de 2026.
CurrículoFichacorridade Flávio Bolsonaro
O currículo oficial lista mandatos e partidos. Esta página lista o resto: dois inquéritos abertos no STF em 2026, a rachadinha, o dinheiro vivo, a mansão quitada em 37 meses, os milicianos homenageados, a casa de apostas no paraíso fiscal, os R$ 13,7 milhões do escritório de advocacia, os votos contra a licença-maternidade e contra a transferência de renda, e os amigos que aparecem em cada investigação. Tudo com fonte.
Atualizado em 20 de outubro de 2026. Nenhuma condenação criminal até esta data.
Curriculum vitae
Flávio Nantes Bolsonaro
Nasc.
30/04/1981, Resende (RJ)
Objetivo
Presidente da República
Experiência
2000–02Assistente da liderança do PPB, Câmara
2003–19Deputado estadual, Alerj
2015–21Sócio de loja de chocolates
2019–Senador pelo Rio de Janeiro
Formação
Direito, Universidade Candido Mendes
Pós em gestão pública, UFRJnão concluída
Referências
Disponíveis mediante quebra de sigilo.
Investigado2 inquéritos no STFProvas anuladasrachadinha, sem julgamentoDinheiro vivo48 depósitos de R$ 2 mil
Carimbos sobre o currículo: investigado em 2 inquéritos no STF; provas anuladas no caso da rachadinha, sem julgamento de mérito; dinheiro vivo, 48 depósitos de R$ 2 mil.
Os casos em que Flávio Bolsonaro foi investigado, denunciado ou citado por órgãos de controle, com a situação de cada um. Clique no nome para abrir o caso.
Nome: Flávio Nantes BolsonaroVerificado em 20/10/2026
A rachadinha, única denúncia criminal contra ele, foi rejeitada em 2022 depois que o STJ e o STF anularam as provas. O mérito nunca foi julgado, e o próprio Ministério Público ressalvou que o caso pode voltar com provas novas.
O currículo, revisado
Linha por linha: a trajetória como costuma ser apresentada e o que reportagens, investigações e decisões judiciais acrescentam a ela.
CampoNo currículoNa ficha
Formação
No currículoPós-graduação em gestão pública pela UFRJ
Na fichaNão concluída. Constava nas páginas oficiais do Senado e da Alerj até agosto de 2026, quando a campanha pediu correção.
Primeiro emprego
No currículoAssistente técnico da liderança do PPB na Câmara, em Brasília (2000–2002)
Na fichaSuspeita de funcionário fantasma. No mesmo período, cursava Direito no Rio de Janeiro. A BBC apontou a incompatibilidade de rotina. Não há registro de apuração sobre o caso.
Habilitação
No currículoAdvogado
Na fichaFez o exame da OAB em 2006 por liminar, antes de terminar a faculdade. A inscrição foi cancelada, e o STJ negou indenização em 2019. Em 2024, assinou recurso em defesa do PM acusado de matar Ana Clara, de 5 anos. Como senador, o escritório dele emitiu R$ 13,7 milhões em notas de “assessoria jurídica”. Ver o caso.
Experiência parlamentar
No currículoDeputado estadual por quatro mandatos (2003–2019)
Na fichaO gabinete foi denunciado pelo MPRJ como base de um esquema de devolução de salários operado por Fabrício Queiroz, seu motorista e assessor, preso em 2020. A mãe e a ex-mulher de Adriano da Nóbrega, depois apontado como chefe do Escritório do Crime, foram contratadas a pedido de Queiroz e estavam na folha.
Empreendedorismo
No currículoSócio de franquia de chocolates (2015–2021)
Na fichaSegundo o MPRJ, a conta da loja recebeu R$ 1,6 milhão a mais do que ela faturou. Alvo de busca e apreensão em 2019. Segundo a piauí, foi sócio indireto de uma casa de apostas de Willer Tomaz. Ver o caso.
Investimentos
No currículoImóveis no Rio de Janeiro
Na ficha37 imóveis negociados entre 2007 e 2018, muitos com dinheiro vivo. Numa das compras, o vendedor depositou R$ 638 mil em espécie no dia da escritura. Ver o caso.
Segurança pública
No currículoDefensor da polícia e do endurecimento das penas
Na fichaDeu moção de louvor e a Medalha Tiradentes a Adriano da Nóbrega. A medalha veio quando o PM estava preso, acusado de homicídio. Ver as homenagens.
Senado
No currículoSenador desde 2019, presidente da Comissão de Segurança Pública em 2026
Na fichaNenhuma lei federal de autoria exclusiva em sete anos. Comprou uma mansão de R$ 5,97 milhões e quitou em 37 meses um financiamento de 30 anos. Ver a conta.
Cultura
No currículoCaptação de recursos para a cinebiografia do pai
Na fichaPediu dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, hoje preso. É investigado no STF por lavagem, evasão de divisas e corrupção. Ver o caso.
Referências
No currículoDisponíveis mediante solicitação
Na fichaFabrício Queiroz, Adriano da Nóbrega, Willer Tomaz, Daniel Vorcaro, Cláudio Castro e um condenado no caso Marielle. Ver a rede completa.
Votos registrados
O que ele votou na Alerj e no Senado em temas que afetam diretamente a população. Em três deles, foi o único voto contra.
2009
Armas de agressores
Único deputado a votar contra o projeto que permite ao estado recolher a arma de policiais e agentes de segurança suspeitos de violência doméstica, sem esperar decisão judicial definitiva. Virou a Lei estadual 5.402/2009.
Justificou que os policiais precisam de ampla defesa e podem ser alvo de acusações falsas.
Único deputado a votar contra ampliar de 4 para 6 meses a licença-maternidade das servidoras do estado do Rio. O projeto passou por 54 votos a 1.
Argumentou que a mudança prejudicaria a empregabilidade das mulheres. Questionado por Lula no debate da Band, em 18/10/2026, não respondeu sobre o voto.
Único deputado estadual a votar contra o Renda Melhor, programa que transferia renda a famílias em extrema pobreza no Rio, aprovado por 54 a 1. Chamou o programa de “bolsa-farelo” e propôs limitar o benefício a dois anos.
Em 2026, como candidato, promete manter o Bolsa Família.
Votou a favor da reforma da Previdência, que reduziu a aposentadoria por incapacidade permanente: de 100% da média dos salários para 60%, mais 2% por ano de contribuição além de 20 anos (15 para mulheres), salvo acidente de trabalho ou doença profissional. A emenda que restabelecia os 100% foi rejeitada no Senado.
Em dezembro de 2025, o STF manteve a regra por 6 votos a 5.
Votou a favor da MP 1.045, que, com as mudanças da Câmara, criava formas de contratação sem carteira assinada, 13º salário, férias remuneradas e FGTS. O Senado derrubou a medida por 44 votos a 27.
Votou contra a reforma tributária (PEC 45), aprovada por 53 a 24, que criou a Cesta Básica Nacional com alíquota zero de impostos para alimentos essenciais como arroz e feijão.
Disse defender uma reforma tributária, mas criticou o texto aprovado.
Cada pasta mostra a acusação, os valores e a situação. Abra a pasta para ler o que se sabe e o que Flávio diz.
Pasta01de 16
Dark Horse e Banco Master2025–2026
Pediu a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dinheiro para o filme sobre o pai. Hoje é investigado no STF por lavagem, evasão de divisas e corrupção.
InvestigadoSTF · André Mendonça
Negociados com Vorcaro (cerca de R$ 131 milhões, segundo a PF)US$ 24 mi
Enviados a um fundo no Texas (cerca de R$ 61 milhões)US$ 12,3 mi
Prazo que ele prometeu para divulgar o contrato, que nunca veio a público30 dias
Situação. Inquérito em curso no STF desde julho de 2026, relator André Mendonça. Em 16/10/2026, a PF pediu mais 90 dias. Sem denúncia.
Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Crédito: Márcio Gustavo Vasconcelos, CC0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Em 13/05/2026, o Intercept Brasil publicou áudio e mensagens em que Flávio negocia com Vorcaro um aporte para Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro com Jim Caviezel. Primeiro, Flávio respondeu “De onde você tirou essa informação?”. Horas depois, confirmou o pedido.
Os pagamentos saíram da Entre Investimentos, de Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, para o Havengate Development Fund, no Texas. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro.
Segundo o Intercept, um contrato dava a Eduardo poder sobre o dinheiro. Eduardo nega ter recebido recursos do fundo.
A PF descreve Flávio como “interlocutor direto” de Vorcaro, com cobranças, reuniões e acompanhamento da produção. Em 17/10/2026, apontou “divergência contábil severa” entre o dinheiro enviado ao exterior e o que voltou ao Brasil.
Uma perícia citada pelo Intercept aponta US$ 3,7 milhões recebidos pela produtora, número que não coincide com o da PF. Veja a diferença.
Em 10/09/2026, a Operação Make Up fez 49 buscas sobre desvio de emendas para entidades culturais. Os alvos incluíram o deputado Mario Frias, autor da história do filme, e a produtora Karina Ferreira da Gama. Flávio não é alvo desse inquérito.
Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, fechado pelo Banco Central, está preso.
Na véspera da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025, Flávio escreveu a ele: “Irmão, estou e estarei contigo sempre”, e pediu “uma luz”, segundo o Estadão. A PF achou tentativas de contato de Flávio nos quatro dias anteriores.
Depois da prisão, quando Vorcaro usava tornozeleira eletrônica, Flávio se encontrou com ele. Diz que foi para encerrar a relação.
O Instituto Conhecer Brasil, presidido pela dona da produtora, teve como tesoureiro nas atas um eletricista que diz só ter emprestado o nome, segundo o Intercept. Outro eletricista apontado como tesoureiro movimentou mais de R$ 83 milhões do instituto, segundo a decisão de Flávio Dino na Operação Make Up.
O que diz Flávio
O financiamento foi privado, o dinheiro foi todo para o filme e não houve recurso público. Depois de prometer o contrato, passou a chamar o tema de “página virada”.
Segundo a PF, era “usuário master” da conta bancária de uma empresa do amigo Willer Tomaz. Os dois são investigados juntos no STF por lavagem de dinheiro.
InvestigadoSTF · Alexandre de Moraes
Abertura do inquérito no STF, com parecer favorável da PGR18/10/2026
Fatia de um jato Legacy 650 que era da empresa de Tomaz; outra cota era de empresa de Vorcaro1/3
E-mail que pediu ao banco para desvincular Flávio da conta22/05/2025
Perdas de Tomaz em cassino on-line em 2025, segundo a PF, que apura se as apostas lavavam dinheiroR$ 5 bi
Situação. Inquérito aberto no STF em 18/10/2026. Sem denúncia. Tomaz nega vínculo financeiro ou societário com Flávio.
Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio. Crédito: Senado Federal, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Willer Tomaz é advogado e amigo declarado de Flávio. Foi preso em 2017 na Operação Patmos, acusado de cooptar um procurador em favor da JBS; a denúncia foi rejeitada depois. Em agosto de 2026, foi alvo da Operação Sem Desconto, sobre fraudes no INSS.
A PF quebrou o sigilo telemático de Tomaz numa investigação sobre lavagem e casas de apostas no Rio Grande do Sul. Nos e-mails, Flávio aparece cadastrado como “usuário master” da conta da Alcazar Holdings, empresa de Tomaz registrada na Ilha da Madeira, em Portugal.
Em 22/05/2025, uma secretária de Tomaz pediu ao Santander que desassociasse as contas de Flávio e de Tomaz. O banco confirmou a exclusão. Para a PF, o cadastro dava a Flávio “acesso operacional relevante”.
Segundo a piauí, a Alcazar tem o mesmo dono, administrador e endereço da Cathedral Holdings, dona da casa de apostas Best Bet. Ver o caso
A Alcazar tinha um terço de um jato Legacy 650. Outra cota era da Prime You, empresa de Daniel Vorcaro. Flávio e Tomaz voaram nesse avião de Fort Lauderdale a Brasília em janeiro de 2025.
A PF também encontrou documentos pessoais de Flávio no iCloud de Tomaz e viagens pagas por uma empresa do advogado.
Para a PF, o cadastro de “usuário master” sustenta a hipótese de participação econômica ou societária de fato de Flávio na empresa, segundo relatório revelado pela colunista Malu Gaspar, de O Globo. A hipótese ainda depende de comprovação.
O e-mail pedindo a desvinculação saiu cerca de um mês depois da primeira fase da Operação Sem Desconto, sobre as fraudes no INSS, em abril de 2025.
Em 04/08/2026, a PF fez buscas na casa e no escritório de Tomaz, numa nova fase da Sem Desconto, e apreendeu uma máquina de contar dinheiro, dinheiro em espécie e carros de luxo.
A PF investiga se Tomaz usou apostas para lavar dinheiro: em 2025, foram R$ 4,8 bilhões em ganhos e quase R$ 5 bilhões em perdas em cassino on-line. A defesa alega vício em jogo.
A WT Administração, de Tomaz, ganhou na Justiça a disputa por uma mansão de R$ 10 milhões em Angra dos Reis contra empresa ligada ao jogador Richarlison. Flávio visitou a casa e foi arrolado como testemunha.
Segundo o ICL, Flávio fez a festa de aniversário da filha numa mansão gerida por empresa ligada a Vorcaro, com cota da empresa de Tomaz, que confirmou ter emprestado o imóvel.
Segundo a piauí, Flávio usou na campanha, em agosto de 2026, um apartamento em São Paulo que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, vendeu à WT por R$ 3,5 milhões, R$ 2 milhões a menos do que pagara dez meses antes. Flávio diz ter se hospedado em hotéis; Tomaz diz não conhecer Zettel nem Vorcaro.
Em 16/10/2026, o STJ exonerou um servidor suspeito de vazar decisões a Tomaz. Flávio não é alvo dessa apuração.
A conta não é de Vorcaro, e sim da empresa de Tomaz. Vorcaro aparece como sócio do mesmo avião.
O que diz Flávio
Nega ter tido conta com Tomaz. Diz que o e-mail prova que a vinculação era indevida, tanto que pedia a saída, e chama as suspeitas de fake news eleitoral.
Segundo a piauí, documentos obtidos no Brasil e em Portugal indicam que Flávio foi sócio indireto da Best Bet, casa de apostas de Willer Tomaz licenciada pela loteria do Rio no governo de Cláudio Castro.
Sob apuraçãoPF pediu inquérito ao STF
Capital da Cathedral Holdings, criada por Tomaz em Funchal, na Ilha da Madeira, e dona da Best Bet€ 50 mil
Casas de apostas licenciadas pela Loterj em 2023; uma delas era a Best Bet, aberta três meses antes13
Usuários “máster” da conta da Alcazar, empresa irmã da Cathedral, no Santander: Flávio e Tomaz2
Valor que a Cathedral tinha a receber em 2025, perto dos € 824 mil que a Alcazar passou a dever€ 984 mil
Situação. A PF pediu ao STF um inquérito para apurar se Flávio era sócio oculto da Best Bet. Sem denúncia. Flávio não respondeu à piauí.
Avenida Arriaga, em Funchal, onde estão registradas as empresas de Tomaz na Ilha da Madeira. Crédito: Stephen Colebourne, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Em janeiro de 2023, Willer Tomaz criou a Cathedral Holdings em Funchal, capital da Ilha da Madeira, com € 50 mil de capital, numa sala do edifício Marina Club. Em fevereiro, o grupo abriu em São Paulo a Rede Loto, de nome fantasia Best Bet, controlada pela Cathedral.
Em maio de 2023, a Loterj, loteria do estado do Rio no governo de Cláudio Castro (PL), deu licença à Best Bet. O despacho foi assinado pelo presidente da Loterj, Hazenclever Cançado, que ocupava o cargo por indicação de Flávio, segundo a Folha. O filho dele foi assessor no gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do STF, de 2020 a 2026.
Em julho de 2023, uma brecha aberta pela Loterj permitiu à Best Bet operar em todo o país, e não só no Rio, onde tinha a licença.
Na mesma época, Tomaz criou a Alcazar Holdings, também em Funchal, com o mesmo dono, o mesmo administrador e a mesma sala da Cathedral. A piauí esteve no endereço em 16/10/2026 e não encontrou sinal de que as duas funcionem ali.
Em 2025, a Cathedral passou a ter € 984 mil a receber, e a Alcazar, € 824 mil a pagar. Um auditor do fisco português ouvido pela piauí considera possível que a Cathedral tenha financiado a Alcazar.
Na conta da Alcazar no Santander havia só dois usuários “máster”, com poder de consultar extratos, cadastrar usuários e autorizar transferências: Flávio e Tomaz. A cadeia descrita pela piauí é esta: Flávio tinha acesso à conta da Alcazar, a Alcazar é ligada à Cathedral, e a Cathedral é dona da Best Bet.
Em 2024, quando o governo federal mandou tirar do ar a operação nacional das bets licenciadas só no Rio, a Loterj foi à Justiça para proteger a Best Bet. Na época, Tomaz recebeu em seu escritório o presidente e a relatora da CPI das Bets; Cláudio Castro estava na reunião. Em janeiro de 2025, o ministro André Mendonça, do STF, limitou a Best Bet ao Rio.
Quatro meses depois, em 22/05/2025, uma funcionária de Tomaz pediu ao Santander que tirasse Flávio da condição de usuário máster. No dia seguinte, Flávio e Tomaz voaram com as famílias de Cascais a Nice num jato contratado em nome da Cathedral. A Best Bet encerrou as atividades em meados de 2025.
Um relatório da PF obtido pela piauí levanta a hipótese de que as contas de Tomaz funcionassem como “ponto de concentração, circulação e redistribuição de recursos” para terceiros, ou seja, de que ele fosse um laranja.
Cláudio Castro foi declarado inelegível até 2030 pelo TSE, por abuso de poder na eleição de 2022, num processo sem relação com a Loterj.
O que diz Flávio
Não respondeu à piauí se era sócio da Best Bet nem desde quando tinha acesso à conta. Quando o cadastro de usuário máster veio a público, negou ter tido conta com Tomaz ou com empresas dele. Tomaz também nega e não respondeu à piauí.
Durante o mandato de senador, o escritório de advocacia de Flávio emitiu R$ 13,7 milhões em notas fiscais, quase todas por “assessoria jurídica”. O UOL achou um único processo ligado a esses clientes.
Sob apuraçãono inquérito do STF
Notas fiscais emitidas pelo escritório entre janeiro de 2023 e julho de 2026R$ 13,7 mi
Notas analisadas pelo UOL; na maioria, o serviço descrito é só “assessoria jurídica”62
Processos localizados pelo UOL em nome dos clientes dessas notas1
Maior cliente: o escritório de Edvaldo Nilo, nomeado por Jair Bolsonaro para a Comissão de Ética Pública, em duas notas de 2025R$ 4 mi
Situação. A PF vai apurar as transações do escritório no inquérito aberto no STF em 18/10/2026, com relatoria de Alexandre de Moraes. A campanha não respondeu ao UOL.
Solenidade de posse de Edvaldo Nilo de Almeida no CNMP, em 2024; o escritório dele é o maior cliente do de Flávio. Crédito: Conselho Nacional do Ministério Público, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Aberto em 16/04/2021, o escritório tem Flávio como único titular, sede na mansão do Lago Sul e nenhum outro funcionário. A administradora é Letícia Caetano dos Reis, irmã do contador preso em dezembro de 2025 por suspeita de participação nas fraudes do INSS.
Senadores podem advogar, desde que não integrem a Mesa do Senado nem atuem em causas que envolvam órgãos públicos, estatais e autarquias. Advocacia também inclui consultoria e pareceres sem processo; os clientes, procurados, não especificaram o trabalho de Flávio.
Os pagamentos foram para contas do escritório no Santander e no BRB. A conta do Santander indicada numa das notas é a mesma que, segundo a PF, Flávio dividia com Willer Tomaz. Os dois negam.
Nilo & Almeida, de Edvaldo Nilo: R$ 4 milhões, 29% do total, em duas notas de agosto e outubro de 2025, ano em que Nilo buscava a recondução ao CNMP, aprovada pelo Senado em 12/11/2025. Em setembro de 2026, ele declarou voto em Flávio. Diz que os serviços foram prestados a clientes privados, sem dinheiro público, mas não os identificou.
Simas Industrial de Alimentos, fábrica de doces do Rio Grande do Norte: R$ 3,3 milhões em três notas, de 2023 a 2024. É o único caso em que o UOL achou o processo: uma disputa entre sócios no STJ, em que Willer Tomaz também atuou. O Coaf comunicou ao inquérito do Dark Horse duas transferências da Simas para o escritório.
Escritórios de Otto Medeiros, amigo do ministro Kassio Nunes Marques: R$ 2,1 milhões, em cobranças mensais de R$ 50 mil e, a partir de 2025, de R$ 40 mil. Dizem ter contratado consultoria privada por critérios técnicos.
Escritório de Daniel Bettamio Tesser, que integra a defesa de Jair Bolsonaro: R$ 970 mil, de dezembro de 2025 a março de 2026. Não respondeu ao UOL.
Em 07/04/2025, o escritório emitiu duas notas de R$ 500 mil para a Copenhagen Assessoria e Consultoria, que recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master. As duas foram canceladas. Em 09/04, saiu outra nota de R$ 500 mil para a Contábil Correa, cujo sócio-administrador é diretor da Copenhagen. Essa continuou válida.
Outros clientes: o empresário Marcos Antonio Grecco, fundador do GNPW Group, parceiro da empresa que arrematou R$ 17 bilhões no leilão emergencial de energia de 2021, que diz ter contratado Flávio em 2024 para um processo; e o Leonardo Amarante Advogados, com R$ 239 mil por pareceres.
O que diz Flávio
Não respondeu ao UOL até a publicação. A atuação como advogado é pública. No debate da Band, em 18/10/2026, Lula o desafiou a abrir as próprias contas.
O contador preso por ser sócio do Careca do INSS atendia o escritório de advocacia de Flávio, administrado pela irmã dele, que chegou lá por indicação de Willer Tomaz. A empresa de capacetes de Flávio divide sala com 16 firmas do Careca.
Documentadosem investigação aberta
Empresas ligadas ao Careca do INSS registradas na mesma sala da Bravo Grafeno, empresa de capacetes da família Bolsonaro, em Águas Claras (DF)16
Clientes da mesma contabilidade, a Voga: o Careca, o escritório de advocacia de Flávio e a Bravo Grafeno3
Ano em que o dono da Voga, sócio do Careca numa offshore, foi preso2025
Situação. Não há investigação aberta contra Flávio sobre as fraudes do INSS. Deputados pediram à CPMI do INSS que ele seja ouvido.
Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, na CPMI do INSS, em 2025. Crédito: Agência Senado, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, é apontado pela PF como centro do esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões. Está preso.
Alexandre Caetano dos Reis, dono da Voga Serviços Contábeis, foi preso em dezembro de 2025. Ele é sócio do Careca numa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas.
Notas fiscais do escritório de advocacia de Flávio trazem o e-mail da Voga, segundo a coluna de Andreza Matais no Metrópoles.
A irmã do contador aparece como administradora do escritório de Flávio. Em 2022, ela disse à Agência Pública que chegou ao cargo por indicação de Willer Tomaz.
A Bravo Grafeno, empresa de capacetes da família Bolsonaro, está registrada numa sala do edifício Connect Towers, em Águas Claras (DF), onde há ao menos 16 empresas ligadas ao Careca, segundo o ICL Notícias. A Bravo Grafeno também usa a Voga.
Willer Tomaz, amigo de Flávio, foi alvo da Operação Sem Desconto, que apura a lavagem do dinheiro desviado dos aposentados.
O que diz Flávio
Negou envolvimento no escândalo do INSS. Endereço e contador em comum, por si sós, não provam participação nas fraudes.
Denunciado pelo Ministério Público do Rio como líder de uma organização que recolhia parte dos salários do gabinete. A denúncia caiu depois que as provas foram anuladas.
Provas anuladasmérito nunca julgado
Salários de 12 assessores que, segundo o MPRJ, não trabalhavam de forma regularR$ 6,1 mi
Repassados por assessores a Fabrício Queiroz, segundo a denúnciaR$ 2 mi
Boletos de escola dos filhos e do plano de saúde da família pagos em dinheiro vivo por Queiroz (R$ 247 mil)169
Situação. Nunca foi réu: a denúncia foi rejeitada em 16/05/2022, a pedido do próprio MPRJ, sem julgamento do mérito. Rejeição por prova anulada não é absolvição.
Palácio Tiradentes, sede da Alerj nos mandatos de Flávio. Crédito: Halley Pacheco de Oliveira, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Em dezembro de 2018, um relatório do Coaf revelou que a conta de Fabrício Queiroz, policial militar aposentado, motorista e depois assessor de Flávio, movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, com depósitos de nove colegas de gabinete em datas de pagamento.
O mesmo relatório mostrou um cheque de R$ 24 mil de Queiroz para Michelle Bolsonaro. A quebra de sigilo revelou depois 27 cheques, somando R$ 89 mil, de Queiroz e da mulher dele para Michelle, entre 2011 e 2016.
Uma ex-assessora admitiu ao MPRJ ser funcionária “fantasma” e repassar quase todo o salário a Queiroz. Outro ex-assessor disse publicamente que devolvia 80% do salário e dos benefícios.
Queiroz foi preso em junho de 2020 em Atibaia (SP), num imóvel do advogado Frederick Wassef, que defendia Flávio. A prisão foi afastada pelo STJ em 2021 por excesso de prazo.
Em novembro de 2020, o MPRJ denunciou Flávio, Queiroz e mais 15 pessoas por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Flávio foi apontado como líder; Queiroz, como operador.
Em 2021, o STJ anulou as quebras de sigilo e os atos do juiz de primeira instância, e o STF anulou quatro dos cinco relatórios do Coaf. Sem as provas, o MPRJ pediu a rejeição da denúncia, aceita pelo TJRJ em maio de 2022. Em fevereiro de 2025, Gilmar Mendes negou os recursos do MPRJ.
O que diz Flávio
Sempre negou o esquema e diz que suas contas foram devassadas ilegalmente. A defesa afirma que o caso está “enterrado”.
Kassio Nunes Marques foi apresentado a Flávio antes de ser indicado ao STF pelo pai dele. Já ministro, votou para anular os relatórios do Coaf que sustentavam o caso da rachadinha.
DocumentadoSTF, 2020–2021
Relatórios do Coaf anulados pela 2ª Turma do STF, com o voto de Kassio4 de 5
Placar na 2ª Turma; só Edson Fachin votou para manter as provas3 a 1
Ano em que, recém-empossado, Kassio recebeu a relatoria sobre o foro de Flávio na rachadinha2020
Situação. Kassio nega qualquer interferência na sua indicação. Hoje no TSE, é criticado por uma ala do tribunal que vê “engajamento” dele na campanha de Flávio, segundo o Jornal Opção.
Kassio Nunes Marques na sabatina do Senado, em 2020. Crédito: Senado Federal, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Segundo a Gazeta do Povo, Kassio foi apresentado a Flávio por uma desembargadora federal. O advogado Frederick Wassef, então defensor de Flávio, também é citado como ponte entre Kassio e a família.
Na sabatina, o senador Oriovisto Guimarães perguntou se Flávio, Wassef e Ciro Nogueira tinham orientado a escolha. Kassio respondeu que ninguém interferiu na decisão do presidente.
Em novembro de 2020, Kassio recebeu a relatoria do recurso que questionava o foro especial de Flávio no caso da rachadinha.
Em 30/11/2021, na 2ª Turma, votou com Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski para anular quatro dos cinco relatórios do Coaf, num habeas corpus apresentado pela defesa de Flávio. Sem essas provas, o MPRJ pediu a rejeição da denúncia em 2022.
O que diz Flávio
Flávio sustenta que suas contas foram devassadas ilegalmente e que o caso está encerrado. Kassio afirma que ninguém interferiu na sua indicação.
Dezenas de imóveis comprados com dinheiro vivo e um cofre bancário aberto na véspera de uma compra. Para o MPRJ, indícios de lavagem.
Arquivadosem julgamento
Em espécie, depositados pelo vendedor no dia da escritura de dois apartamentos em CopacabanaR$ 638 mil
Depósitos de R$ 2 mil no caixa eletrônico da Alerj, em junho e julho de 201748
Acessos ao cofre do Banco do Brasil dividido com o irmão Carlos153
Situação. Arquivado junto com a rachadinha em 2022, sem julgamento. Pedidos de investigação no STF foram negados em 2022 e 2023. Comprar imóvel em dinheiro não é crime.
Cédula de R$ 100 (imagem ilustrativa). Crédito: Marcia Beatriz Einsfeld, domínio público, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
O MPRJ mapeou 37 imóveis negociados entre 2007 e 2018: 14 apartamentos e 23 salas comerciais. Em 2019, apontou indícios de lavagem em 19 deles, com R$ 9,4 milhões investidos e R$ 3 milhões de lucro.
Entre 2007 e 2009, comprou 12 salas comerciais na Barra por R$ 297 mil, quase tudo em espécie. Declarou empréstimos, também em espécie, do irmão Carlos e de ex-assessores.
Em novembro de 2012, comprou dois apartamentos em Copacabana por R$ 310 mil e os vendeu em 2014 por R$ 1,12 milhão. O vendedor depositou R$ 638 mil em espécie no dia da escritura. Para o MPRJ, foi “pagamento por fora”.
Um dia antes dessa compra, em 26/11/2012, Flávio abriu o cofre que mantinha com Carlos no Banco do Brasil. Foram 153 acessos às duas caixas em 12 anos, segundo a Folha.
Em junho e julho de 2017, sua conta recebeu 48 depósitos de R$ 2 mil em envelope, no caixa eletrônico da Alerj. O Coaf considerou a fragmentação suspeita.
Declarou à Receita ter recebido R$ 250 mil de assessores do pai como empréstimos, segundo O Globo.
Em 2022, o UOL mostrou que a família Bolsonaro negociou 107 imóveis desde os anos 1990; ao menos 51 foram pagos total ou parcialmente em dinheiro vivo.
O que diz Flávio
As operações eram legítimas e declaradas. Os 48 depósitos viriam da venda de um imóvel em Laranjeiras, e o comprador confirmou ter pago parte em espécie. Nega relação entre o cofre e as compras.
Comprou uma mansão de R$ 5,97 milhões em Brasília com financiamento de 30 anos de um banco público. Quitou em 37 meses.
Sob apuraçãoPF · caso Master/BRB
Financiados pelo BRB, o Banco de BrasíliaR$ 3,1 mi
Em seis pagamentos extras, de novembro de 2022 a março de 2024R$ 3,4 mi
Todo o patrimônio que ele declarou em 2018R$ 1,74 mi
Situação. A ação popular contra o empréstimo foi julgada improcedente, decisão confirmada em 03/11/2025. Em outubro de 2026, a PF passou a examinar o crédito. Sem acusação formal contra Flávio.
Sede do BRB, o banco público que financiou a mansão. Crédito: Agência Brasília, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
A casa fica no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, e tem cerca de 1.100 m² construídos num terreno de 2.500 m². Foi comprada no início de 2021, no terceiro ano do mandato de senador.
A entrada de R$ 2,9 milhões viria da venda de um apartamento na Barra da Tijuca. A prestação era de R$ 18.744,16, em 360 parcelas.
A renda informada muda conforme o documento: R$ 36,9 mil na ação popular de 2022, R$ 56,8 mil no contrato e mais de R$ 65 mil na sentença de 2025.
Segundo o G1, a taxa cobrada foi de 3,71% ao ano, contra média de 4,85% do BRB. As decisões judiciais falam em IPCA + 3,65%.
Em 02/10/2026, G1 e O Globo noticiaram que a PF examina o financiamento como uma das frentes do inquérito sobre Vorcaro e a relação entre o Banco Master e o BRB. O BRB não respondeu.
Deu a Medalha Tiradentes a um PM preso, acusado de homicídio: Adriano da Nóbrega, depois apontado como chefe do Escritório do Crime. A mãe e a ex-mulher dele trabalharam no gabinete.
DocumentadoAlerj, 2003–2005
Homenagens na Alerj a dois policiais depois apontados como milicianos3
Homenageados por Flávio que eram réus ou condenados, segundo levantamento da revista piauí23
Da então mulher de Adriano na folha do gabinete, de 2007 a 201811 anos
Adriano é morto em operação policial na Bahia2020
Situação. Homenagens e empregos são fatos documentados. Não há acusação de que Flávio tenha participado dos crimes atribuídos a Adriano ou a Ronald.
Flávio Bolsonaro no Senado. Crédito: Carlos Moura/Agência Senado, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Em 24/10/2003, Flávio apresentou moção de louvor a Adriano Magalhães da Nóbrega, então capitão do Bope.
Em 2005, Adriano recebeu a Medalha Tiradentes por projeto de Flávio (Resolução 931/2005), quando estava preso preventivamente, acusado de homicídio. Foi absolvido em novo júri em 2007.
A então mulher de Adriano trabalhou no gabinete de 2007 a 2018; a mãe dele, de 2016 a novembro de 2018. Em 2019, Queiroz disse ter pedido as contratações “por solidariedade”.
O MPRJ apontou Adriano como chefe do Escritório do Crime. Ele morreu em fevereiro de 2020, numa operação policial na Bahia.
Em 2004, Flávio apresentou moção de louvor a Ronald Paulo Alves Pereira, meses depois de o PM ser investigado pela Chacina da Via Show. Ronald foi depois apontado como integrante da milícia da Muzema e alvo da Operação Intocáveis, em 2019.
Ronald também foi apontado como suspeito no caso Marielle Franco, segundo o Estadão (2019). Ele e Adriano foram alvos da Operação Intocáveis, sobre o Escritório do Crime, grupo de extermínio de Rio das Pedras.
Segundo levantamento da revista piauí citado pelo Congresso em Foco, ao menos 23 policiais homenageados por Flávio na Alerj eram réus ou condenados.
Num debate na Alerj sobre milícias, Flávio defendeu os grupos: “Eles se organizam para que o tráfico não impere nessas regiões”, segundo o Congresso em Foco.
Os PMs Alan e Alex Rodrigues, fotografados com Flávio e Jair numa festa de aniversário deles, foram presos depois na Operação Quarto Elemento, segundo o Congresso em Foco. Não são os suspeitos do caso Marielle, como esclareceu o Aos Fatos.
Com base em investigação do MPRJ, o Intercept relatou em 2020 a suspeita de que dinheiro da rachadinha financiou prédios da milícia, com intermediação atribuída a Adriano e Queiroz. Essa linha dependia de provas depois anuladas.
O que diz Flávio
Homenageou “um policial reconhecido”, que “sofria uma injustiça”, e diz ter feito centenas de moções a profissionais de segurança sem saber das acusações. As contratações teriam sido pedido de Queiroz. Em 2026, passou a defender que milícias sejam tratadas como organizações terroristas.
Um miliciano condenado no caso Marielle pediu a uma assessora de Flávio uma emenda para um instituto em Jacarepaguá. A verba saiu, e PF e TCU veem indícios de desvio.
Indícios de desvioPF · TCU
Destinados ao projeto “Jogadores do Futuro”, do IFOPR$ 199.999,79
Chuteiras e porta-chuteiras sem comprovação de entrega (R$ 30,7 mil)212
O preço de mercado, pago em uniformes e acessórios, segundo o TCU2×
Situação. A PF apura a execução da emenda. Não há acusação formal de que Flávio soubesse do pedido ou participasse do desvio.
Chuteiras (imagem ilustrativa). Crédito: domínio público, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Mensagens no celular de Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, mostram a negociação com uma secretária parlamentar do gabinete. Em 24/10/2023: “Amiga vê com o nosso Senador se consegue nos ajudar”. Em 06/11: “vê se o Senador consegue nos agraciar”.
Em 29/11/2023, Flávio destinou a verba ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (IFOP), na Taquara, por meio do Ministério do Esporte.
Peixe foi condenado por envolvimento no caso Marielle Franco e é apontado como integrante da organização dos irmãos Brazão, condenados como mandantes do assassinato.
O TCU apontou compras sem comprovação, uniformes pelo dobro do preço e conflito de interesses: a empresa contratada para coordenar o projeto tinha como responsável o próprio presidente do IFOP. O prejuízo estimado chega a R$ 52,8 mil.
O que diz Flávio
A emenda seguiu a lei e os critérios técnicos do Ministério do Esporte, e a execução é responsabilidade da entidade. O IFOP nega relação com Peixe e com os irmãos Brazão.
Sócio de uma franquia da Kopenhagen que, segundo o MPRJ, recebeu R$ 1,6 milhão a mais do que vendeu. Para os promotores, a loja misturava dinheiro vivo com a receita.
Busca e apreensãodez. 2019
Faturamento apurado pelo shopping, de 2015 a 2018R$ 4,9 mi
Entrada na conta da empresa no mesmo períodoR$ 6,5 mi
Em espécie, que o ex-sócio diz que Flávio usou para abrir a lojaR$ 200 mil
Situação. A loja ficou fora da denúncia de 2020, e as provas foram atingidas pelas anulações. Sem acusação válida.
Marca da rede Kopenhagen; a franquia de Flávio ficava no Via Parque, na Barra. Crédito: domínio público, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
A Bolsotini Chocolates e Café, franquia da Kopenhagen no Via Parque Shopping, na Barra, abriu em janeiro de 2015, em sociedade com Alexandre Santini.
Segundo o MPRJ, os depósitos em espécie eram incompatíveis com outras franquias e não variavam na Páscoa, ao contrário das vendas em cartão. Os promotores sustentaram que Santini atuava como laranja.
A loja foi alvo de busca e apreensão em 18/12/2019 e devolvida à rede em fevereiro de 2021.
Em 2023, Santini cobrou cerca de R$ 1,47 milhão de Flávio e disse que, na venda, Flávio ficou com R$ 875 mil. São alegações de um ex-sócio em disputa financeira, não conclusões da Justiça.
O que diz Flávio
Comprou a franquia com recursos próprios declarados e nega lavagem. Não apresentou publicamente uma explicação para a diferença de R$ 1,6 milhão.
Um ex-aliado diz que Flávio soube de uma operação da PF antes que ela acontecesse. Depois, a Abin produziu relatórios com estratégias para anular o caso Queiroz.
Sem desfechoMPF · PF
Situação. A apuração sobre a fala de Marinho não teve desfecho público. No inquérito da “Abin paralela”, Flávio aparece como suposto beneficiário, não como investigado.
Sede da Polícia Federal, em Brasília. Crédito: Agência Senado, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Em maio de 2020, Paulo Marinho, então suplente de Flávio no Senado, disse que Flávio lhe contou ter sido alertado por um delegado da PF, entre os dois turnos de 2018, de que informações sobre Queiroz apareceriam na Operação Furna da Onça.
A PGR e o MPF requisitaram depoimentos. Flávio e Queiroz não eram alvos da Furna da Onça.
Em dezembro de 2020, a revista Época revelou ao menos dois relatórios da Abin, então dirigida por Alexandre Ramagem, com sugestões para anular o caso Queiroz. A defesa de Flávio confirmou a autenticidade; o GSI negou que existissem.
Em 25/08/2020, Jair Bolsonaro reuniu no Planalto o general Augusto Heleno, Ramagem e duas advogadas de Flávio para discutir caminhos para anular a investigação da rachadinha. Ramagem gravou a conversa, que veio a público em julho de 2024. Jair sugeriu: “É o caso de conversar com o chefe da Receita”.
Em 2025, a PF concluiu que houve uma organização criminosa comandada por Ramagem na Abin e indiciou 36 pessoas, entre elas Carlos Bolsonaro.
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão pela tentativa de golpe e fugiu para os Estados Unidos antes de começar a cumprir a pena.
O que diz Flávio
Admite uma reunião com Paulo Marinho em dezembro de 2018, mas nega o vazamento: diz que Marinho “ouviu uma coisa e entendeu errado”. Sobre a Abin, diz ser vítima.
A CPI da Pandemia pediu seu indiciamento por incitação ao crime. Em 2025, o STF transformou o pedido em inquérito sigiloso.
Inquérito sigilosoSTF
Situação. Em 17/09/2025, o STF converteu a Pet 10.064 em inquérito sigiloso, a pedido da PF. Nenhuma denúncia localizada.
Sessão da CPI da Pandemia no Senado, abril de 2021. Crédito: Senado Federal, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
O relatório final, aprovado em 26/10/2021, propôs o indiciamento de Jair Bolsonaro por nove crimes e de Flávio, Eduardo e Carlos por incitação ao crime (artigo 286 do Código Penal).
Recomendação de CPI não é denúncia. O inquérito no STF examina os fatos enviados pela comissão.
O que pesou
Declarações sobre o chamado “kit covid” e a atuação dos parlamentares durante a crise sanitária. Não localizamos manifestação pública de Flávio sobre o inquérito.
FontesRelatório final da CPI da Pandemia, 26/10/2021 / STF, Pet 10.064
O advogado do PM2021–2026
Em 2024, assinou recurso ao STJ para tentar evitar que fosse a júri o policial acusado de matar Ana Clara, de 5 anos, com um tiro de fuzil na porta de casa.
Recurso negadoSTJ
Situação. Advogar é atividade legítima, e não há acusação contra Flávio. O PM aguarda o Tribunal do Júri.
Sede do STJ, que negou o recurso. Crédito: STJ Notícias, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Ana Clara Gomes Machado morreu em 02/02/2021, atingida na porta de casa, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, durante patrulhamento da PM. O MPRJ denunciou o cabo Bruno Dias Delaroli.
Flávio integrou a defesa e assinou o recurso ao STJ contra a decisão que levou o caso a júri. O recurso foi negado.
A peça também foi assinada por um advogado que já defendeu Fabrício Queiroz.
O que diz Flávio
No debate da Band de 18/10/2026, questionado por Lula, disse que não se pode “criminalizar a advocacia” e que o policial ainda não foi julgado.
Desinformação reconhecida pelo TSE, condenação por uso da imagem de Chico Buarque e seis processos no Conselho de Ética do Senado.
RegistroTSE · TJRJ · Senado
Situação. Os processos do Conselho de Ética aguardam a designação de comissão. Os demais episódios não são criminais.
Sede do Tribunal Superior Eleitoral. Crédito: Alexandresena, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.Abrir a pastao que se sabe e o que diz Flávio
O que se sabe
Em 2018, o TSE descreveu como “difusão de fato sabidamente inverídico” vídeos sobre o chamado “kit gay”, numa representação que envolvia Flávio. O caso não resultou em cassação.
Também em 2018, afirmou que “o normal é ser heterossexual” e disse duvidar que algum pai tivesse orgulho de um filho gay.
Em 2022, usou a capa de um disco de Chico Buarque na campanha. Foi condenado a pagar R$ 48 mil em 2023; a 4ª Turma Recursal do TJRJ reformou a decisão em 2024.
Em 2026, o TSE mandou Flávio, Carlos Bolsonaro e Pablo Marçal apagarem em 24 horas uma publicação que associava um ato político a uso de drogas.
Em 08/10/2026, a Justiça do DF negou um pedido de Flávio para remover um vídeo e o condenou a pagar R$ 8 mil em custas e honorários.
Como candidato, promete trabalhar pela anistia ao pai e, se o Congresso não aprovar, dar indulto aos condenados pelo 8 de janeiro.
O agregador Puxa Ficha lista seis processos disciplinares contra ele no Conselho de Ética do Senado, entre eles os PCE 11/2026 e 14/2026.
O que diz Flávio
Sobre Chico Buarque, diz que foi absolvido. Em ação cível, o correto é dizer que a condenação foi reformada em segunda instância, com recurso anunciado.
Dinheiro vivo, uma dívida de 30 anos paga em pouco mais de três, um filme que custou menos do que recebeu, R$ 13,7 milhões em “assessoria jurídica” e um patrimônio que quase quintuplicou.
Em espécie
Cada marca abaixo é uma unidade: um envelope, um boleto, um cheque, uma abertura de cofre.
48envelopes de R$ 2 mil
Depositados na conta de Flávio em junho e julho de 2017, no caixa eletrônico da Alerj: R$ 96 mil. Ele atribui o dinheiro à venda de um imóvel. Ver o caso
169boletos pagos por Queiroz
Escola dos filhos e plano de saúde da família de Flávio, pagos em dinheiro vivo entre 2013 e 2018, segundo a denúncia: R$ 247 mil. Ver o caso
27cheques para Michelle
Depositados por Queiroz e pela mulher dele na conta de Michelle Bolsonaro, entre 2011 e 2016: R$ 89 mil. A investigação foi arquivada no STF. Ver o caso
153aberturas do cofre
Acessos às caixas do cofre que Flávio dividia com Carlos no Banco do Brasil, de 2004 a 2016. Uma delas, na véspera da compra de dois apartamentos. Ver o caso
30 anos em 37 meses
O financiamento do BRB para a mansão de Brasília foi contratado em 360 prestações. Cada quadrado é um mês.
ano 1ano 10ano 20ano 30
37 meses até a quitação, em março de 2024323 meses que não precisaram ser pagos
R$ 697,6 mil
R$ 696,5 mil
R$ 996,8 mil
R$ 250 mil
R$ 199 mil
R$ 520 mil
Total dos pagamentos extras≈ R$ 3,4 mi
O dinheiro do filme
Três valores circulam no caso Dark Horse. A distância entre eles é a principal pergunta sem resposta.
US$ 24 mi
Negociados por Flávio com Daniel Vorcaro, em 14 parcelas, segundo o Intercept. A PF fala em R$ 131 milhões.
US$ 12,3 mi
Enviados ao Havengate Development Fund, no Texas, entre fevereiro e setembro de 2025, segundo comprovantes bancários e a piauí, com base no Coaf.
US$ 3,7 mi
Recebidos pela produtora, segundo perícia citada pelo Intercept. O número não coincide com o da PF.
US$ 8,6 milhõesseparam o que foi enviado ao fundo do que chegou à produtora, pela perícia citada. A PF fala em “divergência contábil severa”. O destino da diferença não foi explicado.
Quem pagou o escritório
As notas fiscais do escritório de advocacia de Flávio, de janeiro de 2023 a julho de 2026, por cliente. O UOL achou processo para apenas um deles, a Simas. Ver o caso
Nilo & Almeidaescritório de Edvaldo Nilo
R$ 4 mi
Simas Industrialfábrica de doces
R$ 3,3 mi
Otto Medeirosamigo de Kassio Nunes Marques
R$ 2,1 mi
Daniel Tesserda defesa de Jair Bolsonaro
R$ 970 mil
Contábil Correasócio dirige a Copenhagen
R$ 500 mil
Leonardo Amarantepareceres
R$ 239 mil
Demais notasGrecco e outros
≈ R$ 2,6 mi
Total em notas fiscaisR$ 13,7 mi
Patrimônio declarado
Valores informados à Justiça Eleitoral, sem correção. Em termos reais, a alta de 2018 a 2026 foi de 211%, segundo o Poder360.
Casa no Lago Sul (R$ 6,23 mi, 76% do total em 2026)Demais bens
Linha do tempo
De 2000 a 2026, as investigações, as decisões judiciais, os vínculos e os votos. Use os filtros para ver só um tipo de registro.
2000
Nomeado assistente técnico da liderança do PPB na Câmara, em Brasília, enquanto cursa Direito no Rio. Fica até 2002; a BBC aponta a incompatibilidade de rotina.
2003
Fabrício Queiroz, PM aposentado e amigo de Jair, entra no gabinete como motorista e depois vira assessor.
Moção de louvor a Adriano da Nóbrega, então capitão do Bope. Caso
2004
Moção de louvor a Ronald Paulo Alves Pereira, meses depois de ele ser investigado pela Chacina da Via Show.
Abre-se o cofre no Banco do Brasil em nome de Carlos, com Flávio como coproprietário. Vai até 2016.
2005
Medalha Tiradentes para Adriano da Nóbrega, que estava preso, acusado de homicídio.
2006
Faz o exame da OAB por liminar, antes de concluir a faculdade.
2007
A então mulher de Adriano da Nóbrega é contratada no gabinete, onde fica até 2018.
Compra 12 salas comerciais na Barra por R$ 297 mil, quase tudo em espécie.
2009
Único deputado a votar contra recolher armas de agentes suspeitos de violência doméstica (Lei 5.402/2009). Votos
Único deputado a votar contra ampliar a licença-maternidade das servidoras de 4 para 6 meses.
2011
Único voto contra o Renda Melhor, transferência de renda para famílias em extrema pobreza. Chama o programa de “bolsa-farelo”.
Queiroz e a mulher depositam 27 cheques, somando R$ 89 mil, na conta de Michelle Bolsonaro.
2012
Abre o cofre do Banco do Brasil. No dia seguinte, compra dois apartamentos em Copacabana por R$ 310 mil. O vendedor deposita R$ 638 mil em espécie. Caso
2013
Queiroz paga em dinheiro vivo 169 boletos de escola e plano de saúde da família de Flávio, segundo a denúncia.
2014
Vende por R$ 1,12 milhão os apartamentos de Copacabana comprados por R$ 310 mil. Caso
2015
Abre com Alexandre Santini a franquia da Kopenhagen no Via Parque. Caso
2016
A conta de Queiroz movimenta R$ 1,2 milhão em um ano.
2017
48 depósitos de R$ 2 mil em espécie na conta de Flávio, no caixa eletrônico da Alerj.
2018
O Coaf revela a movimentação de Queiroz. O MPRJ abre a investigação da rachadinha. Caso
2019
Queiroz diz que pediu a contratação da mãe e da mulher de Adriano “por solidariedade”.
O MPRJ aponta indícios de lavagem em 19 imóveis de Flávio.
Vota a favor da reforma da Previdência, que reduz a aposentadoria por incapacidade permanente.
Busca e apreensão na loja de chocolates.
2020
Adriano da Nóbrega é morto em operação policial na Bahia.
Paulo Marinho diz que Flávio soube antes da Operação Furna da Onça. Flávio nega. Caso
Queiroz é preso em Atibaia (SP), num imóvel ligado a um advogado da família.
Reunião gravada no Planalto: Jair, Heleno, Ramagem e advogadas de Flávio discutem como anular a rachadinha.
Kassio Nunes Marques, apresentado antes a Flávio, é indicado ao STF por Jair. Caso
O MPRJ denuncia Flávio, Queiroz e mais 15 pessoas por organização criminosa, peculato, lavagem e apropriação indébita.
A Época revela relatórios da Abin com estratégias para defender Flávio no caso Queiroz.
2021
Compra a mansão de R$ 5,97 milhões no Lago Sul, com R$ 3,1 milhões financiados pelo BRB. Caso
O STJ anula as quebras de sigilo da rachadinha.
Abre o escritório de advocacia, com sede na própria casa e nenhum funcionário. Caso
Vota a favor da MP 1.045, que permitia contratos sem carteira, 13º, férias e FGTS. O Senado a derruba.
A CPI da Pandemia pede seu indiciamento por incitação ao crime. Caso
O STF anula quatro dos cinco relatórios do Coaf usados no caso, com voto de Kassio Nunes Marques.
2022
Sem provas válidas, o TJRJ rejeita a denúncia da rachadinha, a pedido do MPRJ. O mérito não é julgado.
O UOL revela que a família Bolsonaro negociou 107 imóveis, 51 deles com dinheiro vivo.
Usa a capa de um disco de Chico Buarque na campanha e é processado pelo cantor.
2023
Willer Tomaz cria a Cathedral Holdings na Ilha da Madeira e, em seguida, a Best Bet. Caso
A Loterj, do governo Cláudio Castro, licencia a Best Bet. Assina o presidente da loteria, indicado por Flávio, segundo a Folha.
Vota contra a reforma tributária, que zerou impostos da cesta básica.
“Peixe”, condenado no caso Marielle, pede emenda a uma assessora. Flávio destina R$ 199.999,79 ao IFOP. Caso
2024
Quita a mansão: 37 meses depois, com seis pagamentos extras.
Assina recurso ao STJ em defesa do PM acusado de matar Ana Clara, de 5 anos. Recurso negado. Caso
2025
Viaja de Fort Lauderdale a Brasília no jato que tinha cotas das empresas de Willer Tomaz e de Daniel Vorcaro.
André Mendonça, do STF, limita a Best Bet ao Rio.
US$ 12,3 milhões saem para o fundo Havengate, no Texas, para o filme Dark Horse.
Gilmar Mendes nega os recursos do MPRJ e mantém o arquivamento da rachadinha.
Uma secretária de Tomaz pede ao Santander para desvincular Flávio da conta da Alcazar. No dia seguinte, os dois voam de Cascais a Nice num jato contratado pela Cathedral. Caso
O escritório de Edvaldo Nilo paga R$ 4 milhões ao de Flávio. Em novembro, o Senado aprova a recondução de Nilo ao CNMP.
O STF transforma o pedido da CPI em inquérito sigiloso.
Na véspera da prisão de Vorcaro, escreve a ele: “Irmão, estou e estarei contigo sempre”.
O TJDFT confirma a improcedência da ação popular sobre o empréstimo do BRB.
2026
O Intercept revela o áudio em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro para o filme. Caso
André Mendonça autoriza a investigação: Flávio passa a ser formalmente investigado no STF.
A PF faz buscas na casa e no escritório de Willer Tomaz e apreende uma máquina de contar dinheiro. Caso
Usa na campanha um apartamento que foi do cunhado de Vorcaro e hoje é da empresa de Tomaz, segundo a piauí.
A Folha mostra que páginas do Senado e da Alerj listavam uma pós-graduação que ele não concluiu.
O ICL mostra que a empresa de capacetes de Flávio divide sala com 16 firmas do Careca do INSS. Caso
Operação Make Up: 49 buscas atingem Mario Frias e a produtora do filme.
A PF passa a examinar o financiamento da mansão no inquérito Master/BRB.
A PF aponta Flávio como “usuário master” da conta da Alcazar.
A PF vê “divergência contábil severa” no dinheiro do filme.
O STF abre inquérito sobre Flávio e Willer Tomaz, com relatoria de Alexandre de Moraes.
O UOL revela R$ 13,7 milhões em notas do escritório; a piauí liga Flávio à Best Bet. Caso
Perguntas sem resposta
O que os documentos mostram, mas ninguém explicou em público até 20 de outubro de 2026.
De onde vieram os 48 envelopes de R$ 2 mil depositados no caixa da Alerj? Ver o caso
Por que Queiroz pagava em dinheiro vivo a escola dos filhos e o plano de saúde da família? Ver o caso
O que havia no cofre aberto um dia antes da compra dos apartamentos de Copacabana? Ver o caso
Por que o vendedor depositou R$ 638 mil em espécie no dia da escritura? Ver o caso
Com que dinheiro foram feitos os seis pagamentos que quitaram a mansão em 37 meses? Ver o caso
Por que o BRB cobrou juros abaixo da média do próprio banco? Ver o caso
Onde estão os US$ 8,6 milhões entre o que saiu para o fundo e o que chegou à produtora? Ver os números
O que Vorcaro esperava em troca de financiar o filme? E onde está o contrato prometido em 30 dias? Ver o caso
Por que Flávio era “usuário master” da conta de uma empresa de Willer Tomaz? Ver o caso
Flávio era sócio da Best Bet? Se não era, por que tinha acesso à conta da empresa irmã da dona da casa de apostas? Ver o caso
Que serviços justificam R$ 13,7 milhões em notas de “assessoria jurídica”, se só um processo foi encontrado? Ver o caso
Por que o escritório emitiu e cancelou duas notas de R$ 500 mil para uma empresa paga pelo Banco Master? Ver o caso
Por que o contador preso por ser sócio do Careca do INSS cuidava das contas do escritório de Flávio? Ver o caso
Flávio sabia que a emenda ao IFOP tinha sido pedida por um condenado no caso Marielle? Ver o caso
Como ler esta ficha
Cada carimbo diz em que pé está cada caso, porque investigação, denúncia e condenação são coisas diferentes.
Investigado
Há inquérito formal aberto, com Flávio como investigado. Não há denúncia.
Sob apuração
Órgãos de controle examinam o fato, mas sem acusação formal contra ele.
Arquivado
O caso foi encerrado sem julgamento do mérito, em geral por anulação de provas.
Documentado
Fato registrado em documento oficial ou em várias reportagens, sem imputação de crime.
Investigado não é condenado. Até 20 de outubro de 2026, Flávio Bolsonaro não tem condenação criminal.
Provas anuladas não são absolvição. Na rachadinha, a Justiça não disse que o esquema não existiu: disse que as provas não podiam ser usadas.
Ligação não é cumplicidade. A rede mostra com quem ele esteve; a culpa de cada um é decidida no processo de cada um.
Defesa incluída. Cada caso traz a versão de Flávio, quando ela foi localizada.
Base. Dossiê público compilado a partir de reportagens, decisões judiciais e registros oficiais, com corte em 20/10/2026. Alegações sem confirmação documental ficaram de fora.
Fotos. Flávio Bolsonaro no Senado: Carlos Moura/Agência Senado, CC BY-SA 4.0. Retratos da rede: Wikimedia Commons, com autoria e licença listadas ao abrir cada pessoa. Pessoas sem foto de licença livre aparecem com as iniciais.
Tratamento. As fotos foram convertidas para preto e branco e recortadas para padronizar a ficha; nenhuma foi alterada de outra forma.
Imagens dos casos. Wikimedia Commons, com autoria e licença na legenda de cada pasta; as imagens marcadas como ilustrativas não retratam o fato em si.